quinta-feira, 9 de julho de 2015
Chernobyl
Eu quero te amar
Mas algo me impede
Jesus
Judas
Em quem confiar?
Amor é loucura infinita
Devo entrar?
Bato na porta e ninguém responde
O lobo mau já comeu a vovózinha,
não pode largar a refeição
para abrir a porta
Onde conseguir a resposta?
Amar?
Ou não amar?
Gostar, adorar, admirar já fazem parte do cardápio
Quero batatas assadas
Enquanto eu, ser pensante, encaro a pergunta substancial
Amar?
Ou não amar?
Você vale tudo isso?
Ou é apenas outro ele
que me decepciona e vai embora
embora para Chernobyl
terra dos alucinados
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